Reportagem realizada durante o curso de

Etiqueta Japonesa – Comportamento à mesa

no Restaurante Shintori em 25.junho.2010

 

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A-6  Baixada Santista 

A TRIBUNA   Domingo 28 de março de 2010

 

Iguarias exigem

etiqueta específica

 

 

Não basta comer. É preciso                                                  

imitar os japoneses à perfeição,

aprender seus costumes, conhecer

sua história. É esse o desejo que

move um grupo de 40 pessoas

reunidas no suntuoso restaurante

Shintori, na capital paulista.

Ali, apesar do banquete oferecido,

os olhos se voltam aos gestos da

consultora Lumi Toyoda, especialista

em cultura e etiqueta japonesa.

 

A palestra-jantar mescla instruções

sobre como se portar à

mesa, relatos sobre a origem

das receitas nipônicas e as

adaptações sofridas para cair

no gosto do brasileiro. Como

resultado deste processo, temos

hoje a caipirinha de sakê e

o sushi de carne seca.

 

A cada orientação, os aprendizes

descobrem que, numa refeição

japonesa, todo ato tem

um significado. O nabo, que

causa estranheza a marinheiros

de primeira viagem, tem a

função de aguçar o paladar e

facilitar a digestão, assim como

o gengibre e o chá verde, sempre

presentes.“

Daí vem a sensação de que

a comida japonesa é leve: os

ingredientes aceleram a digestão”.

 

Lumi confessa: na última década,

a demanda por cursos de

etiqueta japonesa vem aumentando.

 

A consultora foi responsável pelo

treinamento do cerimonial do Palácio

dos  Bandeirantes para a recepção

ao príncipe Naruhito em 2008,

ano do centenário da imigração

japonesa ao Brasil. Desde então,

vem se dedicando à nova atividade.

“De uns 20 anos para cá, a comida

japonesa começou a ter destaque”.

 

O maior desafio para quem se

aventura pela primeira vez em um

restaurante japonês é manusear

os hachis – em bom português, 

comer de pauzinho. De fato,

requer certa adaptação

para os acostumados apenas

aos talheres ocidentais.

 

A professora Lumi tenta simplificar:

eles devem ser pegos de forma

diagonal, paralelos um ao outro. 

Uma vez posicionados na mão,

só o dedo indicador e o médio

devem mover o hashi de cima.

 

Difícil? Marta Baar, apesar da origem

alemã, acha que não. “Se complicar,

vai uma dica: peça sushi, que

pode ser comido com a mão’’.

 

Fonte: A Tribuna – Baixada Santista

 

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LUIZ FERNANDOYAMASHIRO - DA REDAÇÃO

ALEXSANDER FERRAZ VANESSA RODRIGUES

 

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